O dólar fechou esta sexta-feira (6) em queda de 0,82% frente ao real, a R$ 5,24. O principal fator para a desvalorização da moeda americana foi a divulgação do payroll, relatório mensal de emprego dos Estados Unidos.
Segundo os dados, 92 mil postos de trabalho foram eliminados em fevereiro, resultado abaixo das expectativas do mercado. O relatório também trouxe revisões negativas para os dados anteriores. O resultado de janeiro foi ajustado de criação de 130 mil vagas para 126 mil, enquanto o dado de dezembro passou de abertura de 48 mil postos para eliminação de 17 mil vagas.
A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, enquanto o mercado esperava estabilidade.
Apesar do recuo no dia, a moeda americana acumulou alta de 2,14% na primeira semana de março. Em 2026, as perdas do dólar frente ao real, que chegaram a superar 6%, agora são de cerca de 4,47%.
Em fala ao Broadcast, o chefe da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, afirmou que o resultado reduziu as expectativas para os juros nos EUA.
“Apesar da alta expressiva do petróleo, o número mais baixo do payroll fez com que a taxa de juros futuros dos EUA recuasse, o que levou a um enfraquecimento do dólar”, afirmou.
Dados da ferramenta de monitoramento do CME Group indicam que as chances de retomada do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em julho voltaram a superar 60%. Os investidores estão divididos em relação ao tamanho do corte acumulado esperado para este ano, com apostas concentradas entre reduções de 25 pontos-base e 50 pontos-base.
Outro fator relevante no mercado foi a forte alta do petróleo, impulsionada por preocupações com a oferta global diante da escalada de tensões no Oriente Médio.
O contrato do petróleo WTI para abril encerrou o dia com alta de 12,20%, a US$ 90,90, enquanto o contrato do Brent para maio subiu 8,52%, a US$ 92,69. Na semana, os contratos acumulam valorização próxima de 30%.
O avanço ocorre em meio a temores sobre as condições do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elevaram as tensões ao afirmar que aceitará apenas a rendição incondicional do Irã.
No exterior, o Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recua levemente próximo do fim da tarde, aos 98,922 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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