É preciso ter maior nível educacional e investimentos em equipamentos para aumentar a quantidade e qualidade do que sai da linha de montagemÉ preciso ter maior nível educacional e investimentos em equipamentos para aumentar a quantidade e qualidade do que sai da linha de montagem

Produtividade do trabalho depende de investimento, dizem economistas

2026/03/07 19:00
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A produtividade do Brasil cresceu muito no século 20 até os anos 1970. Em 1950, era 25,5% da produtividade do trabalho nos Estados Unidos. Em 1980, chegou a 46%. Mas depois perdeu o ritmo. Os EUA aceleraram. Em 2023, a produtividade brasileira (dado mais recente disponível) havia regredido para 24,4% da norte-americana.

Aumentar a produtividade do trabalho é essencial para o país atingir maior grau de desenvolvimento. Mas isso não depende só da disposição das pessoas de trabalhar de forma mais eficiente. A formação educacional tem grande peso. Há vários outros itens que contam também. É preciso que a empresa tenha equipamentos eficientes. E que faça parte de um ambiente econômico dinâmico.

Baixa produtividade não é preguiça”, disse a economista Carla Beni, professora da FGV (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo. Ela é conselheira do Corecon (Conselho Regional de Economia) paulista.

Beni cita a relevância da infraestrutura do país para reduzir os custos de produção. Também por influenciar a rotina de quem trabalha. “Há pessoas em São Paulo que gastam 3 horas para ir e voltar do trabalho. Isso afeta a produtividade”, afirma.

EDUCAÇÃO NA GESTÃO

A economista Silvia Matos, da FGV do Rio, afirma que a formação educacional é relevante para a produtividade do trabalho de forma ampla. Cita a relevância de que isso atinja também o comando das empresas.

Comparações com outros países mostram que a gestão no Brasil é pior”, afirma Matos. Ela é coordenadora do Boletim Macro do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV.

NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS

Beni citou o fato de que os juros altos no Brasil impedem as empresas de investir. É uma das razões para a queda da participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto). Nos anos 1980 era proporcionalmente o dobro da atual.

Matos disse que as empresas do país precisam inovar mais para serem competitivas. Ela afirmou que uma economia mais dinâmica exige o fortalecimento de empresas e o desaparecimento de empresas que não são eficientes. Criticou o fato de que grupos econômicos frequentemente reivindicam ajuda para manter as atividades. “O Estado é capturado por grupos de interesse no Brasil”, afirmou.

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