Macbook Neo — Foto: Reprodução
Na semana passada, a Apple saiu um pouco da sua zona de conforto ao lançar o MacBook Neo pelo preço de US$ 599 (R$ 7.299) — uma máquina com potencial para revolucionar o segmento de entrada do mercado de laptops.
Há poucos anos, seria praticamente impossível para a Apple produzir um produto como este, relata a Bloomberg. Diversos fatores contribuíram para torná-lo viável. Novas tecnologias de fabricação reduziram o custo de produção das carcaças de alumínio. O chip Apple A18 Pro, presente no iPhone 16, tornou-se barato o suficiente para ser produzido em larga escala. E o macOS foi gradualmente redesenhado com mais cores e personalidade visual, tornando os Macs potencialmente mais atraentes para um público mais jovem.
A Apple também se beneficiou de mudanças fundamentais anteriores. Construir um laptop de US$ 599 sob as limitações dos processadores Intel teria sido extremamente difícil. A transição para o silício próprio da Apple — combinada com a reformulação do macOS para rodar em processadores da ARM — tornou o MacBook Neo possível.
O Neo não é o único produto de baixo custo da Apple, mas a diferença de preço entre o Mac de entrada da empresa e o próximo nível é muito maior do que em outras categorias. O Neo é 45% mais barato que o MacBook Air acima dele. Na comparação, o Apple Watch SE é 38%, mais barato que o Apple Watch Series 11, e o iPhone 17e é apenas 25%, mais barato que o iPhone 17.
Mas o MacBook Neo ainda é uma exceção, não o início de um movimento mais amplo em direção a dispositivos de baixo custo. Na verdade, há uma mudança mais significativa em curso em direção a produtos de ponta, em uma linha mais premium, que pode ou não usar o nome Ultra, segundo a Bloomberg.
A lista inclui:
Olhando para o futuro, outras linhas de produtos provavelmente se expandirão para esse nível superpremium, incluindo o iPad e o iMac. Um iPad OLED dobrável de alta qualidade continua sendo um tópico de debate significativo dentro da Apple. Enquanto isso, a Apple continua experimentando com iMacs que apresentam processadores mais potentes e telas maiores.
Essa abordagem vem diretamente do manual do CEO Tim Cook. A empresa não está lançando produtos totalmente novos; em vez disso, está pegando produtos comprovados e expandindo-os para várias faixas de preço para capturar a maior participação de mercado possível.
Às vezes, pode parecer que a Apple vende Macs, iPhones, iPads e AirPods demais, mas essa é exatamente a estratégia. Até mesmo algo tão simples quanto o Apple Pencil agora vem em versões mais básicas e mais sofisticadas. E não seria surpresa se o próprio MacBook Neo eventualmente se expandisse para várias variantes — incluindo, talvez, um modelo com tela maior.
Agora que a Apple revelou o Neo e outros modelos importantes, a linha de Macs de 2026 está tomando forma. A Apple planeja lançar uma atualização do iMac em novas cores ainda este ano. Em seguida, vêm os Mac Studios atualizados e, depois, os iMacs e Mac minis (o MacBook de última geração com tela sensível ao toque e OLED deve ser lançado por volta do final do ano). Os modelos mais recentes de Mac Studio e Mac mini serão idênticos às versões atuais, enquanto a atualização pendente do iMac incluirá uma paleta de cores renovada.


