O Ibovespa registrou a maior queda semanal desde novembro de 2022 na última semana, caindo 4,99%, influenciado pelos conflitos entre Estados Unidos, Israel e IrO Ibovespa registrou a maior queda semanal desde novembro de 2022 na última semana, caindo 4,99%, influenciado pelos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Ir

Bolsas monitoram agenda econômica em meio a tensões geopolíticas

2026/03/10 04:14
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O Ibovespa registrou a maior queda semanal desde novembro de 2022 na última semana, caindo 4,99%, influenciado pelos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. As movimentações pressionaram as bolsas globais e elevaram a aversão ao risco.

A avaliação é de Ingrid Diehl, da Wiser | BTG Pactual, no novo episódio do podcast Perspectivas da Semana, que vai ao ar toda segunda-feira no YouTube do Monitor do Mercado.

A analista mostrou como a queda apagou os ganhos acumulados pelo índice em fevereiro e ocorreu em um ambiente de volatilidade internacional, com impacto também sobre bolsas dos Estados Unidos.

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Nesta segunda-feira (9), o Ibovespa operou em grande parte do pregão em terreno negativo, com as ações da Petrobras sustentando o desempenho. Na última hora de negociações, no entanto, o índice se recuperou e avança mais de 1%, retomando os 180 mil pontos.

Confira a análise na íntegra:

Bolsas globais recuam com cenário externo

Os principais índices de ações dos Estados Unidos também registraram correções. O S&P 500, o Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite recuaram e chegaram ao menor nível em cerca de três meses.

Parte da pressão veio após a divulgação do payroll, principal indicador do mercado de trabalho americano.

O relatório mostrou eliminação de 92 mil empregos em fevereiro, resultado pior que a expectativa do mercado, que previa criação de vagas. O dado sugere desaceleração do mercado de trabalho e influencia as decisões de política monetária do Federal Reserve.

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Dólar sobe e juros futuros avançam

No Brasil, outros indicadores também reagiram ao aumento da aversão ao risco. O IFIX, índice que acompanha fundos imobiliários, recuou 0,39% na última semana.

Já os contratos de juros futuros, conhecidos como DI — instrumentos usados pelo mercado para projetar a trajetória da taxa básica de juros — registraram alta. Esse movimento indica aumento das expectativas de juros no futuro.

O dólar também avançou 2,17%, refletindo a busca de investidores por ativos considerados mais seguros em momentos de incerteza global.

Outro indicador acompanhado pelo mercado são os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O rendimento das Treasury Note 10-Year subiu 4,79%. Esses papéis são referência para as taxas de juros globais.

Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, o preço do petróleo foi pressionado e o barril do Brent chegou a ser negociado perto de US$ 120, nível acima das projeções do mercado, que indicavam faixa entre US$ 100 e US$ 105.

Posteriormente, o preço recuou para cerca de US$ 104 após sinalização de países do G7 de que podem liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para conter a alta.

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Agenda econômica no radar das bolsas

A semana também será marcada pela divulgação de indicadores importantes da economia americana. Entre eles está o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, considerado uma das principais medidas de inflação e um dos fatores que influenciam as decisões de juros do Federal Reserve.

Outros dados incluem o PPI, que mede os preços ao produtor, e o índice de confiança do consumidor.

Segundo Ingrid Diehl, esses indicadores serão acompanhados de perto porque ajudam a orientar as expectativas do mercado sobre a política monetária nos Estados Unidos.

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