O mercado de ações começou a semana em meio a um ambiente de maior incerteza, com a divulgação de dados de inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) nos Estados Unidos, indicadores econômicos no Brasil e o avanço das tensões geopolíticas.
Em meio a este cenário, Cury (CURY3) e C&A (CEAB3) são as ações selecionadas para investidores que buscam ganhos a curto e médio prazo.
A análise é de Alan dos Santos, especialista da PhiCube, com base nos gráficos de preço dos papéis. Em vídeo no canal do Monitor do Mercado, ele aponta as “Oportunidades da Semana”. Os ativos analisados foram:
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, perdeu os 181 mil pontos, nível que vinha sendo observado como suporte. Agora, a análise aponta para a possibilidade de o índice buscar a região entre 176 mil e 177 mil pontos nos próximos movimentos.
Caso a Bolsa tente uma recuperação, a faixa entre 181 mil e 182 mil pontos passa a ser vista como resistência. Para que o cenário de alta volte a ganhar força, o índice precisaria voltar a fechar acima desse nível de forma consistente.
No fechamento desta segunda-feira (9), o índice subiu 0,86%, aos 180.915,36 pontos.
O dólar continua testando a faixa entre R$ 5,26 e R$ 5,27, considerada como resistência. Se romper esse patamar e conseguir se manter acima dele, o gráfico aponta para a possibilidade de formação de um pivô de alta.
Nesse cenário, a moeda americana poderia buscar níveis próximos de R$ 5,60.
A moeda americana operou em queda de 1,52% frente ao real, cotado a R$ 5,16.
Entre as ações, as escolhidas pela equipe da PhiCube como potenciais oportunidades de compra ou venda foram: Cury (CURY3) e C&A (CEAB3).
Entre as ações analisadas, Cury (CURY3) aparece como um ativo observado para possíveis operações de compra. O papel vem mantendo uma estrutura de topos e fundos ascendentes, padrão que caracteriza tendência de alta.
Recentemente, o ativo passou por um movimento de correção após registrar nova máxima e se aproxima de uma região de suporte. Caso o ativo volte a subir e confirme uma nova estrutura de alta, o movimento inicial esperado seria um teste da máxima recente novamente.
No sentido oposto, C&A (CEAB3) aparece como candidato observado para operações de venda. No gráfico semanal, a ação registrou uma queda acentuada após perder os R$ 14,50, nível que funcionava como suporte.
Após o rompimento, o papel realizou um movimento de retorno — chamado de repique — mas sem recuperar o nível anterior. Esse tipo de comportamento pode indicar continuidade da tendência de baixa.
A expectativa é de que o ativo volte a testar a região próxima de R$ 9,50 a R$ 9,60. Caso o papel perca esses níveis, a projeção de movimento pode se ampliar.
As ações CURY3 caíram 0,25%, a R$ 35,59, enquanto CEAB3 recuaram 3,81%, a R$ 11,35.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 também apresenta sinais de enfraquecimento no curto prazo. O índice vinha operando em consolidação próximo de 6.800 pontos, faixa que funcionava como suporte. Entretanto, o fechamento mais recente ocorreu abaixo desse patamar.
Após o rompimento, o índice chegou à região de 6.740 pontos, reforçando a leitura de pressão vendedora. Com isso, o mercado começa a considerar a possibilidade de o índice buscar níveis mais baixos, incluindo regiões próximas aos fundos registrados em outubro e novembro de 2025.
O índice operou em alta de 0,83%, aos 6.795,95 pontos, nesta segunda.
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