O dólar fechou esta segunda-feira (9) em queda de 1,52% frente ao real, a R$ 5,16. O movimento ocorreu após entrevista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à emissora CBS. Segundo ele, o conflito militar contra o Irã pode terminar antes do previsto.
Trump afirmou que os EUA estão “bem adiantados” na estimativa inicial de que a guerra duraria entre quatro e cinco semanas. Em sua declaração, disse que a estrutura militar iraniana teria sido fortemente afetada.
Antes das declarações de Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto os ataques continuarem.
Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a ofensiva militar tem como objetivo enfraquecer a capacidade militar de Teerã, especialmente seu arsenal de mísseis balísticos.
Nos primeiros seis pregões de março, o dólar ainda acumula alta de 0,59%. Em 2026, a divisa apresenta desvalorização de 5,92% frente ao real.
Os preços do petróleo, considerados um dos principais indicadores do impacto econômico do conflito no Oriente Médio, registraram fortes oscilações durante o dia.
Na sessão regular, os contratos fecharam em alta. O WTI teve alta de 4,3%, enquanto o Brent avançou 6,8%. No entanto, no pregão eletrônico, os preços inverteram a direção e passaram a cair após as declarações de Trump.
Mesmo com o recuo no fim do dia, o petróleo ainda registra alta superior a 20% em março e acumula valorização próxima de 50% no ano.
O Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, também mudou de direção ao longo da tarde. O indicador, que operava em leve alta, passou a cair. No momento do fechamento do mercado brasileiro, o índice recuava 0,12%, aos 98,865 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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