Bets regulamentadas solicitam ao Ministério da Fazenda restrição às plataformas que operam sem autorização no paísBets regulamentadas solicitam ao Ministério da Fazenda restrição às plataformas que operam sem autorização no país

Empresas de apostas pedem bloqueio de Kalshi e Polymarket no Brasil

2026/03/10 06:47
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Companhias do setor de apostas regulamentadas solicitaram ao Ministério da Fazenda o bloqueio das operações de Kalshi e Polymarket no Brasil. A demanda foi apresentada em reunião realizada em 27 de fevereiro de 2026. As 2 plataformas funcionam no país sem regulação e permitem que usuários apostem em eventos diversos, desde paredões do Big Brother Brasil até eleições presidenciais.

O setor regulamentado das bets argumenta que essas plataformas deveriam ser consideradas ilegais. As empresas licenciadas pagaram R$ 30 milhões por autorização de operação no Brasil. Polymarket e Kalshi atuam sem aprovação nem sede no país.

As transações financeiras na Polymarket e Kalshi se dão por meio de remessas internacionais para contas nos Estados Unidos. Usuários brasileiros enviam recursos para essas plataformas utilizando criptoativos e cartões internacionais.

A Polymarket mantém uma página comercial no Instagram voltada especificamente ao Brasil, verificada pela Meta. A Kalshi realizou sua última rodada de investimentos em novembro e anunciou expansão para mais de 140 países, sem citar o Brasil de forma explícita.

André Guelfi, presidente do IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), participou de uma reunião com a secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Correa Cardoso. Ele avalia que essas plataformas podem se tornar “mais uma faceta do mercado ilegal” quando brasileiros utilizam sites hospedados fora do país, sem seguir as regras locais.

O Ministério da Fazenda confirma a realização de 3 reuniões sobre o tema com representantes do setor de aposta.

Posição do governo

A Secretaria de Prêmios e Apostas afirmou acompanhar o tema tecnicamente. “No momento, não há empresas brasileiras autorizadas pela secretaria a atuar nesse segmento. A secretaria ressalta que trata o tema com cautela, buscando assegurar coerência com o arcabouço legal e prevenir lacunas regulatórias.”

Até o momento, os mercados de previsão não buscaram a SPA. O debate no Brasil assemelha-se à discussão nos Estados Unidos, segundo André Guelfi. Nos Estados Unidos, embora a Kalshi tenha obtido o direito de vender derivativos baseados em eventos, há ações judiciais de reguladores em estados onde a aposta é permitida.

O Poder360 entrou em contato com a Kelshi e a Polumarket para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito do assunto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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