Advogado diz que investigação de contas não encontrou nada; entorno de Lula concorda, mas disputa também depende da comunicaçãoAdvogado diz que investigação de contas não encontrou nada; entorno de Lula concorda, mas disputa também depende da comunicação

Quebra de sigilo de Lulinha não apontou irregularidades, diz defesa

2026/03/10 08:23
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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou nesta 2ª feira (9.mar.2026) que a análise de sua movimentação financeira depois da quebra de sigilo bancário não identificou irregularidades. Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, o resultado pode ajudar a “desmistificar” suspeitas levantadas contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sobre discussões na PF (Polícia Federal) a respeito de eventual pedido de prisão de Lulinha, o advogado afirmou que elas não se sustentam. “Não há nenhum elemento nos autos para justificar um pedido de prisão; ao contrário, há elementos que justificam o arquivamento do inquérito.”

Carvalho, que integra a defesa técnica de Lulinha ao lado de Guilherme Suguimori, disse que a apuração parte de uma presunção de culpa. Segundo ele, ao analisar as movimentações financeiras, as suspeitas tendem a se enfraquecer. “Se você quebra sigilo, investiga tudo e não encontra nada, acaba produzindo um certificado de idoneidade”, afirmou.

Em relação à quebra de sigilo da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, o advogado disse que nada indicou envolvimento de Fábio.

O presidente e seu filho tiveram conversas recentes sobre o assunto. Eles se encontraram pessoalmente uma vez no Palácio da Alvorada no fim de 2025. Outra vez se falaram depois da quebra do sigilo bancário.

O Palácio do Planalto sabe que a disputa também corre no campo da comunicação, já que parte do eleitorado pode reter apenas as suspeitas, mesmo sem irregularidades comprovadas. A divulgação das movimentações financeiras, caso não indique ilegalidades, pode reduzir o desgaste político e enfraquecer críticas ao filho do presidente.

Dados obtidos pela CPMI do INSS indicam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, em um total de 1.531 operações bancárias. O valor inclui entradas, saídas e transferências entre contas próprias.

A investigação busca apurar se o empresário recebeu valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como pivô de um esquema de fraudes previdenciárias.

Lulinha também recebeu três depósitos de Lula, que somaram R$ 721.000 em 2022 e 2023. Segundo a defesa, os valores estariam relacionados à reorganização patrimonial da família como adiantamento de herança, prática comum em planejamentos sucessórios.

Sobre as transferências financeiras do presidente, o advogado afirmou que eram legítimas e destinadas a ajudar os filhos. “O contexto era que ele precisava ajudar financeiramente todos os filhos. Ele usou praticamente todo o seu patrimônio, uma prática que muita gente faz”, disse.

Horas depois da divulgação dos dados financeiros, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS em votação realizada em 26 de fevereiro. Segundo o ministro, os requerimentos foram aprovados em bloco, sem análise individualizada, o que pode comprometer a validade jurídica da medida.

Procurado pelo Poder360, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou que não analisou o relatório com as movimentações financeiras. “Não tive tempo de analisar. Foi retirado da CPMI”, disse. Ele afirmou ainda que não trabalha com informações extraoficiais e que a origem dos recursos precisa ser esclarecida.

A suspensão das quebras de sigilo pela CPMI não afeta o inquérito policial no STF, que continua em andamento de forma independente.

Carvalho também afirmou ao Poder360 que solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de procedimento para apurar possíveis vazamentos de informações sobre investigações envolvendo o filho do presidente. O pedido foi feito durante evento no Palácio do Planalto no início de janeiro.

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