Declaração do premiê israelense é feita após o presidente dos EUA afirmar que a guerra está "praticamente concluída"Declaração do premiê israelense é feita após o presidente dos EUA afirmar que a guerra está "praticamente concluída"

Conflito de Israel contra o Irã ainda não terminou, diz Netanyahu

2026/03/10 20:38
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), disse na 2ª feira (9.mar.2026) que a ofensiva israelense contra o Irã “ainda não terminou”. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmar que a guerra está “praticamente concluída”.

“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, disse Netanyahu, segundo um divulgado nesta 3ª feira (10.mar).

O premiê israelense visitou na 2ª feira (9.mar) o Centro Nacional de Comando de Saúde, onde foi informado pelo diretor-geral do Ministério da Saúde, Moshe Bar Siman Tov, sobre o funcionamento do sistema durante a operação Leão Rugidor.

Os EUA e Israel lançaram a ofensiva militar conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro. No anúncio do início da campanha militar, Trump afirmou que o objetivo era por fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Disse também que a “hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel confirmaram a morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã daquele dia em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.


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