O investimento massivo de gigantes do setor de óleo e gás na adaptação de infraestruturas para o SAF (Sustainable Aviation Fuel) redefine a aviação moderna. Esta mudança estratégica, impulsionada por órgãos como a IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos), visa reduzir drasticamente as emissões de carbono utilizando resíduos orgânicos.
O combustível sustentável de aviação surge como a principal alternativa para descarbonizar o setor aéreo, que enfrenta pressões ambientais rigorosas da União Europeia. Diferente do querosene fóssil, esse insumo é produzido a partir de matérias-primas renováveis, reduzindo significativamente a pegada de carbono.
As grandes petroleiras, como a Shell e a TotalEnergies, estão convertendo unidades de refino para processar bio-óleos em larga escala. Esse movimento garante a sobrevivência econômica das empresas diante de novas legislações, permitindo que jatos operem sem a necessidade de modificações estruturais nas turbinas atuais.
Você não vai acreditar do que é feito o novo combustível dos jatos modernos. Essa mudança radical na aviação pode ser a única salvação para as grandes empresas.
A transformação do óleo de fritura usado em combustível de jato ocorre através de um processo químico complexo chamado hidrotratamento. Nas instalações da Petrobras ou de refinarias internacionais, as impurezas são removidas para garantir que o produto final possua as mesmas propriedades termodinâmicas do óleo mineral.
Este processo garante que o veículo aéreo mantenha sua eficiência energética sem comprometer a segurança operacional. A tecnologia atual permite que o SAF seja misturado ao querosene convencional, facilitando uma transição gradual e segura para as companhias que operam frotas globais extensas.
Desafios logísticos do mercado de SAF
Cadeia de suprimentos e resíduos
Infraestrutura e viabilidadeA transição energética exige que as refinarias tradicionais recebam investimentos bilionários em novas unidades de hidroprocessamento. É necessário obter certificações rigorosas da ASTM International para assegurar que o combustível produzido atenda aos padrões globais de segurança, permitindo sua comercialização no mercado internacional de aviação.
Alguns elementos centrais desse processo incluem:
Você não vai acreditar do que é feito o novo combustível dos jatos modernos. Essa mudança radical na aviação pode ser a única salvação para as grandes empresas.
O redirecionamento de capital para o SAF protege as petrolíferas contra a desvalorização de ativos fósseis. Ao investir em tecnologias verdes, essas empresas garantem acesso a novos mercados e linhas de crédito sustentáveis, mitigando riscos financeiros associados a taxas de carbono e penalidades ambientais severas.
Embora o valor do investimento inicial seja elevado, a demanda reprimida por combustíveis de baixa emissão garante um retorno sólido a longo prazo. O setor de óleo e gás deixa de ser apenas um fornecedor de derivados de petróleo para se tornar um provedor de energia renovável.
No Brasil, o programa Combustível do Futuro estabelece metas para a inserção do SAF na matriz de transporte. O governo utiliza mecanismos de incentivo para atrair investimentos estrangeiros, posicionando o país como um potencial exportador global de bio-querosene devido à sua vasta base de biomassa disponível.
A isenção ou redução de tributos para tecnologias de baixo carbono é uma ferramenta em discussão no Congresso Nacional. Tais medidas visam equilibrar o preço final do produto, tornando-o competitivo frente aos derivados de petróleo e estimulando a renovação tecnológica das plantas industriais instaladas no território nacional.
O post O líquido milionário feito de óleo de fritura que as maiores petroleiras do mundo estão refinando para fazer jatos comerciais voarem sem usar querosene fóssil apareceu primeiro em Monitor do Mercado.
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