O dólar fechou esta terça-feira (10) em queda de 0,13% frente ao real, a R$ 5,16. O recuo ocorreu em meio a sinais de que os Estados Unidos não pretendem ampliar o conflito com o Irã, o que reduziu a aversão ao risco entre investidores.
No fim do dia, entretanto, informações divulgadas pela CNN de que o Irã estaria posicionando minas no Estreito de Ormuz voltaram a gerar instabilidade nos mercados. A notícia pressionou as bolsas em Nova York e reduziu parte do avanço do real.
Mesmo com a sequência de baixas recentes, o dólar ainda registra leve alta de 0,46% em março. Em 2026, porém, a moeda apresenta desvalorização de 6,04%.
Os preços do petróleo registraram queda superior a 10% após relatos de continuidade do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e sinais de aumento da oferta global. A Agência Internacional de Energia indicou que a disponibilidade da commodity pode crescer. Ao mesmo tempo, a Casa Branca afirmou que os Estados Unidos não descartam medidas relacionadas ao mercado de petróleo.
A secretária de imprensa do governo americano, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump está disposto a usar todas as opções disponíveis em relação ao tema.
Na segunda-feira (9), Trump afirmou que a campanha militar contra o Irã estaria “muito à frente do cronograma” e poderia terminar em breve. Nesta terça-feira, o presidente também declarou que está disposto a negociar com o país.
Analistas avaliam que o governo busca evitar uma escalada nos preços dos combustíveis, tema sensível para o eleitorado antes das eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro.
Além da geopolítica, investidores acompanham indicadores econômicos dos Estados Unidos. Na última sexta-feira (6), o relatório de emprego do país, conhecido como payroll, mostrou dados mais fracos do mercado de trabalho.
Agora, o foco do mercado está na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, prevista para esta quarta-feira (11). O indicador mede a inflação ao consumidor nos Estados Unidos.
A expectativa predominante é que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa básica de juros na reunião marcada para o dia 18. O mercado projeta que eventuais cortes nos juros podem ocorrer no segundo semestre, com apostas divididas entre julho e setembro.
O Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, opera em leve alta. No fechamento do mercado brasileiro, o índice subia 0,22%, aos 98,947 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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