Greg Rosenbaum — Foto: Divulgação
A abertura do SXSW deste ano começou com uma tentativa de responder a uma pergunta simples: o que realmente importa agora na cultura, na tecnologia e nos negócios?
No palco do festival em Austin, o novo curador de programação, Greg Rosenbaum, apresentou os cinco grandes temas que, segundo ele, atravessam toda a edição do evento, do cinema à música, passando por tecnologia, educação e inovação.
A proposta é ajudar o público a navegar em uma programação que reúne dezenas de milhares de submissões e centenas de milhares de votos da comunidade. “Estamos trazendo para vocês o mundo do que vem a seguir”, afirmou.
Para Rosenbaum, cinco movimentos ajudam a entender para onde a conversa global está caminhando.
O primeiro é a humanidade na era da inteligência artificial. A tecnologia segue no centro do debate, mas o foco agora mudou. Em vez de discutir apenas capacidades técnicas, o festival busca entender como as pessoas evoluem junto com as máquinas. “Estamos explorando como preservar as partes únicas de ser humano”, disse.
O segundo tema é um novo renascimento criativo. Em meio à digitalização da cultura, o SXSW quer discutir como a criatividade humana não apenas sobrevive, mas lidera transformações culturais e econômicas.
Outro eixo central é a transformação do fandom. Segundo Rosenbaum, comunidades online deixaram de ser apenas audiência e passaram a atuar como força organizadora da cultura. “Seguidores podem construir movimentos, lançar tendências e até moldar indústrias inteiras quase da noite para o dia”, afirmou.
O quarto ponto envolve a evolução do comportamento do consumidor. Tecnologias e algoritmos passaram a influenciar de forma cada vez mais invisível as decisões de compra, consumo cultural e engajamento com marcas e criadores.
Por fim, Rosenbaum destacou a reconexão humana como uma resposta ao excesso de digitalização. Em um mundo marcado pelo isolamento online, cresce o interesse por experiências presenciais e comunidades reais.
“Estamos explorando como reconstruir conexões genuínas em um mundo fragmentado”, disse.
O próprio formato do SXSW reflete essa ideia. Segundo o curador, o festival volta a ocupar diferentes partes da cidade de Austin, transformando ruas, teatros e espaços inesperados em pontos de encontro. Mais do que assistir a palestras, o objetivo é provocar encontros.
“Às vezes, a pessoa sentada ao seu lado é tão impactante quanto quem está no palco”, afirmou Rosenbaum.
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