A BlackRock anunciou nesta quinta-feira o lançamento do iShares Staked Ethereum Trust ETF (ETHB), um novo fundo negociado em bolsa que combina exposição ao Ethereum com rendimento gerado por staking.
O produto será listado na Nasdaq e promete distribuir recompensas periodicamente aos investidores.
O ETHB permite que investidores tenham exposição direta ao Ether enquanto recebem recompensas provenientes do staking da rede.
Segundo o prospecto enviado à SEC, parte dos ativos do fundo será utilizada para validar transações no blockchain. Por isso, o ETF poderá gerar renda periódica.
As recompensas serão distribuídas mensalmente, ou no mínimo trimestralmente, de acordo com o documento regulatório.
Além disso, a Coinbase atuará como custodiante e provedora de staking do fundo. Os validadores aprovados incluem Figment, Galaxy Digital e Attestant, empresa pertencente à Bitwise.
Robert Mitchnick, chefe global de ativos digitais da BlackRock, destacou o papel do produto na evolução do mercado.
O novo ETF terá uma taxa padrão de 0,25% ao ano. Entretanto, a BlackRock aplicará uma redução temporária.
Durante o primeiro ano, a taxa cairá para 0,12% sobre os primeiros US$ 2,5 bilhões em ativos sob gestão. Portanto, o produto chega ao mercado com custo competitivo.
Atualmente, a gestora já domina parte relevante do setor. O iShares Bitcoin Trust (IBIT) acumula mais de US$ 55 bilhões em ativos, enquanto o iShares Ethereum Trust (ETHA) ultrapassa US$ 6,5 bilhões.
Entretanto, a concorrência no segmento de staking cresce rapidamente.
A Grayscale foi a primeira gestora nos Estados Unidos a permitir staking em ETFs de Ethereum. A empresa ativou o recurso em outubro de 2025 nos fundos ETHE e Ethereum Mini Trust.
Além disso, a gestora também lançou produtos com staking ligados a Solana e Avalanche.
A chegada de ETFs que combinam exposição ao ativo e geração de renda marca uma nova fase no mercado de criptoativos institucional.
Antes, ETFs de criptomoedas ofereciam apenas exposição ao preço. Agora, gestores buscam replicar mecanismos nativos das redes blockchain.
Por isso, o staking dentro de produtos regulados pode atrair investidores institucionais que buscam rendimento passivo além da valorização do ativo.
Se a demanda crescer, produtos como o ETHB podem aumentar o volume de Ether bloqueado em staking, impactando liquidez e dinâmica da rede.
Portanto, a corrida entre gestoras por ETFs com rendimento pode definir a próxima etapa da integração entre finanças tradicionais e blockchain.
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