O dólar fechou esta quinta-feira (12) em alta de 1,61% frente ao real, a R$ 5,24. O movimento ocorre em meio ao aumento da aversão ao risco após a escalada do conflito no Oriente Médio. A busca por ativos considerados mais seguros levou investidores a ampliar posições na moeda americana.
Durante a manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que impedir que o Irã obtenha armas nucleares é prioridade, mesmo que haja impacto nos preços do petróleo.
Em resposta, o aiatolá Motjaba Khamenei indicou a possibilidade de ampliar o conflito e manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
A valorização do dólar ocorreu em um contexto de forte alta nos preços do petróleo. O contrato do tipo Brent para maio subiu 9,21% e fechou a US$ 100,46 por barril. Já o WTI para abril avançou 9,74%, a US$ 95,73.
No início da tarde, o governo federal anunciou medidas para reduzir o preço do diesel. Entre elas está a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível, com impacto estimado de queda de R$ 0,32 por litro nas refinarias.
Além disso, haverá uma subvenção aos produtores que deve reduzir o preço em mais R$ 0,32 por litro. Com isso, a redução total prevista é de R$ 0,64 por litro.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo anunciou a criação de um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou os 99,7 pontos, subindo 0,5% pouco após o fechamento do mercado brasileiro.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,7% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro. O resultado ficou acima da mediana das projeções de mercado, que apontava 0,63%.
Apesar da aceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 3,81%.
Mesmo com o avanço recente dos preços de energia, a expectativa predominante no mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie um ciclo de redução da taxa básica de juros na reunião da próxima semana.
Alguns analistas passaram a considerar a possibilidade de um corte inicial mais moderado, de 0,25 ponto percentual (p.p.).
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