Estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise de 9.600 re Estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise de 9.600 re

Preconceito de gênero: IA retrata mulheres como "frágeis" e diz que elas não devem ganhar mais do que os homens

2026/03/14 00:26
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Estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise de 9.600 recomendações — Foto: Pixabay Estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise de 9.600 recomendações — Foto: Pixabay

Quando o assunto é gênero, a inteligência artificial não responde da mesma forma a meninos e meninas. Segundo o relatório “Miragem da IA, um reflexo incômodo com alto impacto nos jovens”, elaborado pela consultoria de marketing e assuntos corporativos LLYC, em 56% dos casos, as respostas rotulam as jovens como “frágeis”, colocando-as em uma posição de vulnerabilidade.

O estudo mostra também que a IA recomenda que as mulheres busquem validação externa seis vezes mais do que os homens e redireciona 75% de suas vocações para as áreas da saúde e de ciências sociais, enquanto incentiva nos homens trajetórias ligadas à liderança e à engenharia.

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A IA considera “impressionante” que uma mulher ganhe mais do que um homem — reação que não ocorre no sentido inverso, segundo o relatório. Em nove de cada dez consultas nas quais elas aparecem em minoria profissional, a IA constrói cenários laborais hostis.

O levantamento, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise de 9.600 recomendações e do exame de cinco grandes modelos de IA: ChatGPT, Gemini, Grok, Mistral e Llama.

“Não é a IA que está enviesada, mas a realidade. O relatório confirma que a inteligência artificial não corrige os déficits que temos. Ela reflete e amplifica uma superproteção às mulheres, a ponto de reduzir sua autonomia, perpetua os tetos de vidro e reforça a pressão estética”, disse Luisa García, sócia e CEO Global de Corporate Affairs na LLYC e coordenadora do estudo, em nota.

O relatório da LLYC constatou ainda o risco da “amiga tóxica” nas interações da IA com mulheres. Uma em cada três respostas da IA adota um tom de “amizade”, uma estratégia de vinculação emocional com uma frequência significativamente maior (até 13% a mais) do que com os jovens. Além disso, a IA se personifica 2,5 vezes mais nas interações com mulheres, utilizando expressões como “eu te entendo” e priorizando a empatia artificial em vez de soluções técnicas.

Já com os homens, a linguagem é mais direta, marcada por verbos no imperativo (“faça”, “diga”, “vá”), reforçando a ideia do homem como sujeito de ação.

Diante de conflitos, a IA “politiza” o mal-estar feminino ao vinculá-lo ao sistema ou ao patriarcado em 33% dos casos, enquanto despolitiza o mal-estar masculino, associando-o ao autocontrole ou à patologização individual.

O relatório alerta ainda para a forma como a IA treina jovens a aceitar a desigualdade como uma norma geracional. Diante de inseguranças, a IA oferece conselhos de moda 48% mais às mulheres do que aos homens. E enquanto associa os homens à “força e funcionalidade”, vincula o bem-estar feminino à “autenticidade” e a “sentir-se única”.

A IA também legitima papéis tradicionais. O afeto aparece como atributo materno em proporção três vezes superior ao paterno. O pai é deslocado para um papel de “ajudante” em 21% das respostas, em vez de ser reconhecido como corresponsável, apontou o estudo.

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