O Presidente Donald Trump caiu numa armadilha geopolítica que administrações anteriores evitaram deliberadamente, segundo análise do apresentador de programa político David Pakman ao comparar a abordagem de Trump em relação ao Irão com as políticas prosseguidas pelas administrações Obama e Biden.
O antigo Secretário de Estado Antony Blinken revelou que tanto as administrações Obama como Biden passaram anos a resistir à pressão da liderança israelita para lançar ataques militares preventivos contra o Irão. Obama recusou repetidos apelos à ação, optando antes pela diplomacia que produziu o acordo nuclear com o Irão. Biden rejeitou de forma semelhante a pressão para escalada após os ataques de 7 de outubro, tendo alegadamente chegado a trinta minutos de autorizar um ataque preventivo antes de decidir contra.
Trump seguiu um caminho diferente, com a sua administração a lançar ação militar contra o Irão—exatamente o cenário que os seus antecessores tinham trabalhado estrategicamente para evitar.
O perigo reside numa dinâmica de custos assimétrica. O Irão pode travar conflitos de forma muito mais económica do que os Estados Unidos, implantando drones de $20.000 enquanto os EUA respondem com interceptores Patriot de $4 milhões. Este desequilíbrio permite que adversários mais fracos drenem recursos dos mais fortes ao longo do tempo, observou Pakman.
Especialistas alertam que Trump pode ter sucumbido ao mesmo padrão que caracterizou o seu primeiro mandato—acreditar em líderes estrangeiros que o lisonjearam e prometeram avanços dramáticos, como aconteceu com Putin e Kim Jong Un. A administração enfrenta agora uma escolha dolorosa: comprometer-se com um conflito prolongado e dispendioso ou executar uma saída politicamente humilhante.
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