O dólar fechou esta segunda-feira (16) em queda de 1,63% frente ao real, a R$ 5,23. A queda foi influenciada pela redução dos preços do petróleo e pela melhora na percepção de risco global, que favoreceu ativos considerados mais arriscados, como moedas de países emergentes.
Segundo analistas, a redução do dólar no cenário internacional foi associada ao recuo das cotações do petróleo e à expectativa de normalização do fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity.
Como não houve agravamento da situação, investidores desmontaram parte das operações de proteção cambial adotadas na sexta-feira (13), conhecidas como hedge, estratégia usada para reduzir riscos relacionados à variação de preços ou moedas.
O contrato do petróleo Brent para maio terminou o dia em queda de 2,84%. O barril, no entanto, permanece acima de US$ 100 e acumula alta de quase 40% em março.
No Brasil, leilões de recompra de títulos públicos realizados pelo Tesouro Nacional ajudaram a reduzir a pressão no mercado de renda fixa.
Apesar da queda nesta sessão, o dólar ainda acumula valorização de 1,87% em março. Em 2026, porém, registra recuo de 4,72%.
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,57% no fechamento do mercado brasileiro, em torno de 99,785 pontos, após mínima de 99,660 pontos.
O indicador havia superado o nível de 100 pontos na sexta-feira pela primeira vez desde novembro de 2025.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em fala ao Broadcast, André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, afirmou que a valorização das moedas emergentes refletiu principalmente esse movimento global.
“O real acompanhou o mercado internacional. O DXY caiu e as moedas emergentes se valorizaram frente ao dólar. Houve também declarações de Trump indicando que o Irã poderia buscar um acordo”, afirmou.
Investidores acompanham ainda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada na quarta-feira (18). Parte do mercado projeta o início do ciclo de redução da taxa básica de juros.
A expectativa predominante é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passaria de 15% para 14,75% ao ano.
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