Ministro defende redução da jornada, cita apoio popular e diz que Flávio Bolsonaro “não é moderado” ao falar das eleiçõesMinistro defende redução da jornada, cita apoio popular e diz que Flávio Bolsonaro “não é moderado” ao falar das eleições

Boulos chama fim da escala 6 x 1 de “projeto da família”

2026/03/17 21:20
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), afirmou nesta 3ª feira (17.mar.2026) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhará para aprovar ainda em 2026 o fim da escala 6 X 1, tema central de sua entrevista ao Canal Gov, no programa Bom Dia, Ministro. Segundo ele, a proposta estabelece uma jornada de até 40 horas semanais, 2 dias de folga e manutenção dos salários. “Esse projeto poderia chamar o projeto da família brasileira”, declarou. “Estamos falando de mais tempo com a família”.

Boulos disse que a mudança responde ao desgaste dos trabalhadores. “Qual é a convivência familiar que um trabalhador que está 6 dias no trabalho e 1 único dia em casa consegue ter?”, questionou. Também afirmou que “o trabalhador brasileiro está exausto” e citou aumento de afastamentos por burnout. Para o ministro, não faz sentido manter a mesma jornada desde 1988. “Você teve tantos avanços tecnológicos e na produtividade. Por que o trabalhador ainda precisa trabalhar ao mesmo tempo?”.

Ao tratar da resistência à proposta, Boulos criticou empresários. “Toda vez que você fala em direito para o trabalhador, você vai ter uma reação dos grandes empresários, dos banqueiros, do andar de cima”, disse. Segundo ele, há uma “operação em curso contra o fim da 6 X 1” para evitar a votação. “O negócio é não votar”, afirmou, ao descrever a estratégia que atribui a esses grupos.

O ministro declarou que, se o Congresso atrasar a tramitação, Lula poderá enviar um projeto com regime de urgência. “Uma coisa é respeitar o trâmite do Legislativo, outra coisa é permitir a enrolação”, disse. Segundo ele, a proposta incluiria “fim das 6 X 1, máximo de 5 X 2, redução da jornada de 44 para 40 horas, sem redução do salário”.

Ao rebater críticas do setor produtivo, afirmou que a mudança é viável. “Um trabalhador descansado é mais produtivo. É o lógico”, declarou. Também disse que a alteração não impede o funcionamento de atividades aos fins de semana. “Ninguém está dizendo que vai fechar no sábado e domingo. Vai ter que reorganizar a escala”.  Segundo levantamento do Datafolha, 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1.

Outro tema da entrevista foi a regulamentação do trabalho por aplicativos. Boulos declarou que o governo não pretende criar impostos nem restringir a atividade. “Ninguém está querendo cobrar imposto. Não terá cobrança de imposto”, disse. Segundo ele, a proposta busca limitar a retenção das plataformas a 30%. “A Uber chega a ficar com até 50% de uma viagem. Isso é justo?”, questionou.

Para os entregadores, defendeu aumento do valor mínimo por entrega. “Hoje o iFood paga R$ 7,50 até 4 km. A demanda é passar para R$ 10. É justa”, afirmou. Também disse que o projeto determina seguro, auxílio-doença e correção anual dos valores. “O que esse projeto vai garantir? Trabalho digno. O resto é mentira”. 

O ministro ligou o fim da escala 6 X 1 ao debate com setores evangélicos. “Estamos defendendo a medida que é o projeto de lei da família brasileira”, declarou. Também afirmou que valores cristãos estão associados à solidariedade. “Sou cristão. O que é valor cristão? É defender arma, tiro porrada e bomba? É defender feminicídio?”, questionou. “Valor cristão é amor ao próximo, é partilhar”, disse.

LULA X FLÁVIO

Ao falar das eleições presidenciais, Boulos minimizou levantamentos que mostram o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e fez críticas diretas ao possível adversário de Lula. “O Flávio Bolsonaro está querendo vender uma ideia de moderado que é mais falsa que nota de 3 reais”, afirmou. “Moderado? O cara que andava com o miliciano no Rio de Janeiro? O cara que tinha o Queiroz de chefe de gabinete? O cara que tinha o chefe do escritório do crime, o Adriano da Nóbrega, a família dele toda empregada no gabinete do Flávio Bolsonaro? O cara que foi na rede social para defender que o Trump tinha que bombardear o Brasil? Esse é o moderado?”.

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