Sede do Banco Central do Brasil em Brasília: a autarquia monitora o avanço da inflação e ajusta as projeções da Selic no Relatório Focus
O mercado financeiro revisou para cima suas principais estimativas econômicas para o ano de 2026, conforme os dados mais recentes do Relatório Focus divulgados pelo Banco Central. O movimento de ajuste ocorre em um momento de alta expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira (18).
A projeção para a Taxa Selic ao final de 2026 foi elevada de 12,13% para 12,25% ao ano. Para os anos seguintes, os analistas preveem uma trajetória de queda gradual, com taxas estimadas em 10,50% para 2027 e 10% para 2028.
Acompanhando o pessimismo nos juros, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 saltou de 3,91% para 4,10%. Apesar do avanço no curto prazo, as metas para 2027 e 2028 permanecem ancoradas em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Com a taxa básica de juros atualmente em 15%, o mercado dá como certo o início do ciclo de afrouxamento monetário nesta semana. No entanto, a magnitude do corte divide opiniões: enquanto parte das instituições financeiras aposta em uma redução de 0,25 ponto percentual, outros bancos projetam uma queda mais agressiva de 0,50 p.p..
O Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 teve um ajuste marginal positivo, com a previsão de crescimento passando de 1,82% para 1,83%. No mercado de câmbio, houve uma leve melhora na percepção de risco para este ano, com a cotação do dólar sendo revisada de R$ 5,41 para R$ 5,40 ao fim do período. Para 2027, a projeção da moeda americana recuou de R$ 5,50 para R$ 5,47.
No pregão desta terça-feira (17), o Ibovespa operava em terreno positivo, superando os 182 mil pontos, impulsionado pelo otimismo no setor de commodities e varejo. O destaque do dia foi a Natura (NATU3), com disparada de 11% após reportar resultados sólidos no quarto trimestre, enquanto a Brava (BRAV3) recuava após a interrupção de planos de expansão internacional.


