O mercado imobiliário brasileiro segue resiliente mesmo em um ambiente de juros elevados e maior seletividade no crédito. A construção civil representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto nacional e emprega mais de 2,9 milhões de trabalhadores formais. No segmento residencial, as vendas de imóveis novos cresceram aproximadamente 11,6% no acumulado de 12 meses até 2025.
O destaque, no entanto, está no avanço do médio e alto padrão, que registrou expansão próxima de 13,8% no período e já concentra mais de 70% do valor total negociado, impulsionado pela demanda de compradores com maior poder aquisitivo e pela busca por ativos com maior previsibilidade de valorização.
Esse movimento tem redefinido a atuação das incorporadoras, que passam a investir em projetos com maior diferenciação e valor agregado. No litoral norte de Santa Catarina, um dos principais polos de valorização imobiliária do país, a Alumbra Empreendimentos Imobiliários atingiu um portfólio de R$ 3,3 bilhões em Valor Geral de Vendas.
A companhia aposta em empreendimentos que combinam arquitetura autoral, design e experiência residencial como forma de atender a um público mais exigente. “O perfil do comprador mudou. Hoje ele busca exclusividade, identidade e qualidade construtiva, mas também pensa no potencial de valorização no longo prazo. O resultado que alcançamos reflete essa nova demanda do mercado”, afirma Alex Sales, CEO da empresa.
A região tem concentrado parte relevante desse crescimento. Municípios como Balneário Camboriú, Itajaí, Porto Belo e Balneário Piçarras vêm registrando valorização consistente, impulsionada pela combinação entre turismo, expansão urbana e aumento da renda local.
Nesse contexto, empreendimentos com proposta arquitetônica diferenciada e foco em experiência ganham espaço em um mercado cada vez mais competitivo. “Mais do que construir, buscamos desenvolver projetos que dialoguem com o entorno e elevem o padrão das cidades onde atuamos”, diz o executivo.
As perspectivas seguem positivas para o segmento. Especialistas apontam que regiões com infraestrutura consolidada e forte apelo turístico devem continuar atraindo investimentos, sobretudo no alto padrão. A limitação de terrenos em áreas valorizadas, aliada ao aumento do turismo doméstico e à consolidação do imóvel como instrumento de preservação patrimonial, tende a sustentar o crescimento do setor nos próximos anos, reforçando o protagonismo do segmento premium na dinâmica do mercado imobiliário brasileiro.


