O Méliuz registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 32,9 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 21,5 milhões no mesmo período de 2024, segundo balanço trimestral divulgado nesta quarta-feira (18).
O resultado foi impactado principalmente por efeitos contábeis relacionados à estratégia da companhia com bitcoin (BTC) e por itens extraordinários. Já o lucro líquido ajustado — que exclui esses efeitos — foi de R$ 18,8 milhões no trimestre, alta de 772% na comparação anual.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ficou negativo em R$ 17,2 milhões no quarto trimestre, ante resultado positivo de R$ 40,4 milhões no mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado, que exclui o impacto da desvalorização do BTC, somou R$ 34,6 milhões, crescimento de 64% na base anual.
A margem Ebitda ajustada atingiu 25%, avanço de 4,9 pontos percentuais. Segundo a empresa, esse nível representa o maior já registrado.
A receita líquida consolidada do Méliuz totalizou R$ 138,3 milhões entre outubro e dezembro de 2025, aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025, a companhia adicionou R$ 95,2 milhões à receita.
Segundo o balanço, o crescimento foi impulsionado pela expansão da base de usuários e pela retenção de clientes. Em dezembro, a empresa de cashback possuía 49,4 milhões de clientes.
O desempenho foi influenciado por uma baixa contábil (impairment) de R$ 57,1 milhões relacionada aos ativos em bitcoin mantidos pela companhia. O valor do bitcoin na data de fechamento do trimestre (US$ 87.711 em 31 de dezembro de 2025) ficou abaixo do preço médio de aquisição (US$ 103,3 mil).
A empresa destacou que esse efeito não envolve saída de caixa, sendo apenas um ajuste contábil baseado no preço de mercado no encerramento do período.
Apesar do impacto no resultado, a companhia afirmou que não houve mudança na estratégia. Segundo o Méliuz, o bitcoin segue sendo considerado uma reserva de valor de longo prazo, mesmo com oscilações no curto prazo.
O Méluiz também informou que avalia a recompra de ações como a estratégia mais eficiente para gerar valor aos acionistas que apoiam a tese de investimento em bitcoin. Segundo a companhia, a recompra aumenta a quantidade de bitcoin por ação (conhecido como “bitcoin yield”), já que reduz o número de papéis em circulação.
A empresa comunicou que já executou cerca de 52% do programa de recompra iniciado em novembro de 2025 e pretende manter a estratégia ao longo de 2026, utilizando recursos gerados pelo negócio principal.
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