
Redução na alta das commodities energéticas favorece ativos de risco no Brasil.
O mercado financeiro brasileiro apresentou uma recuperação parcial no começo da tarde desta quinta-feira (19). Após abrir em forte queda superior a 1%, o Ibovespa reduziu as perdas e passava a recuar 0,62%, aos 178.571 pontos. No câmbio, o dólar inverteu o sinal para queda, operando próximo da estabilidade a R$ 5,25 — distante da máxima do dia, que chegou a R$ 5,31.
O movimento de melhora acompanha o cenário externo, onde os preços do petróleo diminuíram o ritmo de alta após encostarem na marca de US$ 119.
Petroleiras limitam queda da Bolsa brasileira
A estrutura do índice acionário brasileiro, com forte peso de empresas ligadas a commodities energéticas, atuou como um suporte relevante para conter a aversão ao risco. Analistas destacam que as petroleiras representam cerca de 16% da composição do Ibovespa.
Neste pregão, o destaque positivo ficou com:
- Prio (PRIO3): Alta de 3,71%, impulsionada pelo anúncio da entrada em operação do primeiro poço no campo de Wahoo.
- Petrobras (PETR3; PETR4): Avanço de aproximadamente 3%, acompanhando a valorização da commodity e novos anúncios exploratórios na Colômbia.
Cenário macroeconômico e decisões de juros
Os investidores seguem digerindo as decisões de política monetária ao redor do mundo. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou um ciclo de afrouxamento ao reduzir a Selic para 14,75% ao ano, embora tenha alertado para o aumento das incertezas externas devido aos conflitos no Oriente Médio.
Panorama Internacional
- EUA: O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%. Dados de seguro-desemprego abaixo do esperado reforçam a resiliência da economia americana e a cautela do Fed em novos cortes.
- Europa: O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) mantiveram suas taxas inalteradas, monitorando os impactos inflacionários da guerra no Irã sobre os custos de energia.
Volatilidade e juros futuros
Apesar da melhora nos ativos de risco, a curva de juros futuros ainda opera em patamar elevado. As taxas chegaram a disparar 30 pontos-base em diversos vencimentos, refletindo o temor de um choque inflacionário global caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
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