Operação da CSN enfrenta pressão financeira com custos de juros e investimentos elevados.
A agência de risco S&P Global anunciou, nesta quinta-feira (19), o rebaixamento do rating da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) de “B+” para “B” em escala global. A decisão é acompanhada por uma perspectiva negativa, refletindo a preocupação com a alavancagem persistente da siderúrgica nos últimos trimestres.
Segundo o relatório da classificadora, a estrutura de capital da CSN permanece pressionada por uma combinação de investimentos elevados e custos financeiros significativos.
A S&P revisou para baixo suas expectativas para o desempenho operacional da companhia. O Ebitda projetado para 2026 agora é de R$ 10,5 bilhões, valor superior aos R$ 8,8 bilhões previstos para 2025, mas inferior à estimativa anterior da agência, que era de R$ 11,7 bilhões.
A agência detalha os gargalos financeiros para o ano:
Esses números devem manter a alavancagem da empresa entre 5,0 e 6,0 vezes, enquanto a relação de geração interna de caixa (FFO) sobre a dívida mal atinge os 10%.
Embora a gestão da CSN busque melhorar seu balanço por meio de vendas de ativos e novas linhas de financiamento, a S&P alerta que a complexidade dessas operações e a volatilidade econômica global dificultam uma redução rápida do endividamento.
A agência destaca que a venda da unidade de cimentos, avaliada em cerca de R$ 9 bilhões, seria a forma mais relevante de injetar caixa. Contudo, mesmo com essa entrada, a relação dívida/Ebitda ajustado pro forma ainda permaneceria acima de 5 vezes em 2026.
A perspectiva negativa sinaliza que a S&P pode efetuar um novo rebaixamento nos próximos seis meses. Os gatilhos para uma nova nota negativa incluem:


