Motoristas reivindicam cumprimento da tabela de frete e redução do preço do diesel.
A ameaça de uma nova greve nacional de caminhoneiros colocou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em estado de alerta máximo. O indicativo de paralisação, motivado pela escalada nos preços do óleo diesel e pela insatisfação com os valores dos fretes, será definido em uma assembleia nacional decisiva marcada para as 16h desta quinta-feira (19), em Santos (SP).
Lideranças do setor, como Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava, afirmam que a categoria aguarda a formalização de propostas governamentais antes de confirmar o bloqueio das rodovias.
O estopim para a mobilização é a volatilidade do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, que pressiona o preço do diesel nas bombas. Além disso, os motoristas denunciam o descumprimento sistemático da tabela mínima de frete por parte das transportadoras.
Para conter o movimento, o governo federal apresentou um pacote de medidas emergenciais:
O temor do Palácio do Planalto é que uma nova greve repita os efeitos catastróficos de 2018. Naquele ano, uma paralisação de dez dias provocou desabastecimento generalizado de combustíveis e alimentos, além de retirar 1,2 ponto percentual do crescimento do PIB brasileiro.
Atualmente, o diesel representa cerca de 42% dos custos operacionais da atividade, e a categoria alega que os reajustes recentes tornaram o transporte de cargas economicamente inviável sem um ajuste imediato nos contratos.
Analistas de mercado apontam que uma paralisação prolongada, em ano pré-eleitoral, pode gerar um desgaste político severo e pressionar ainda mais a inflação oficial (IPCA), dificultando os planos de redução da taxa Selic pelo Banco Central.


