A PANews reportou no dia 20 de março que, de acordo com a Jinshi, as moedas não americanas fortaleceram-se de forma generalizada, com o índice do dólar americano a cair mais de 1% no final da sessão de Nova Iorque na quinta-feira. Os bancos centrais dos EUA, Japão, Reino Unido, Canadá e da Zona Euro realizaram reuniões de política esta semana, juntamente com vários bancos centrais de mercados emergentes, tornando-a numa rara super semana de bancos centrais. Na quarta-feira, a Reserva Federal e o Banco do Canadá decidiram manter as taxas de juros inalteradas; na quinta-feira, o Banco do Japão, o Banco de Inglaterra, o Banco Central Europeu e os bancos centrais da Suíça e da Suécia tomaram a mesma decisão. Estes bancos centrais deixaram claro que permaneceriam vigilantes, preocupados com o facto de o aumento dos preços da energia poder desencadear uma onda de inflação em toda a economia. Mesmo o banco central brasileiro, que tem a taxa de juros mais elevada entre as principais economias, optou por baixar apenas ligeiramente a sua taxa de referência em 25 pontos base para 14,75%, enquanto o mercado esperava um corte de 50 pontos base. "Esta escalada no Irão parece ser um ponto de viragem para o mercado, porque o conflito já não é apenas sobre manchetes militares ou o bloqueio do Estreito de Ormuz", disse Haru Chanana, estratega-chefe de investimento do Saxo Bank em Singapura. "Agora está a impactar a linha vital do sistema energético global. O que atualmente está a perturbar o mercado é o risco crescente de estagflação."


