O preço do XAG segue no radar da maioria dos investidores, já que a prata lidera ganhos entre metais preciosos nas últimas semanas. Mantendo-se acima dos US$ 80, analistas especulam se poderá alcançar US$ 100 e, em caso positivo, em quanto tempo.
Em meio aos ganhos recentes entre metais preciosos, a CME se prepara para possíveis tensões e implementou novas regras de margem.
A prata voltou a registrar avanços expressivos após estabilizar-se acima do patamar psicológico de US$ 80. No momento desta reportagem, o metal era negociado a US$ 83,59 por onça, pouco abaixo de sua máxima histórica de US$ 85,94, com o preço da prata atingindo seu maior valor desde o pico em US$ 83,34 em 29 de dezembro.
O crescimento de 160% da prata no último ano foi atribuído a uma combinação de fatores favoráveis:
Nesse cenário, a prata registra alta demanda industrial, principalmente dos segmentos de veículos elétricos e energia renovável.
Chama atenção o avanço generalizado de diferentes classes de ativos nos últimos dias, apesar do abalo geopolítico provocado pela intervenção militar dos EUA na Venezuela e da prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Enquanto o esperado seria uma fuga forte para ativos de proteção como metais preciosos, até mesmo as ações e o Bitcoin registraram alta após o anúncio dos fatos. Isso indica a ocorrência de um “rali de tudo”, ao menos no curto prazo.
Conhecido pelo tom provocativo, Peter Schiff, investidor em metais preciosos, minimizou recentemente o desempenho do Bitcoin (o BTC acumula alta de cerca de 6,5% em 7 dias), afirmando que investidores deveriam direcionar atenção ao mercado de metais preciosos.
Segundo matéria do Coinpaper, Schiff argumenta que estamos nos estágios iniciais do que, provavelmente, será o maior ciclo de valorização de metais preciosos da história.
A prata realmente tem potencial para continuar avançando ou o metal que mais valoriza no momento pode passar por uma correção? Veja a seguir a situação do mercado de prata.
No curto prazo, a intervenção dos EUA na Venezuela é vista como principal fator de impulso para a prata, permitindo que o metal novamente se aproxime dos patamares recordes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu a possibilidade de novas ofensivas militares caso as autoridades interinas venezuelanas não atendam as exigências dos Estados Unidos, aumentando a incerteza em um contexto já volátil.
Dessa forma, há atualmente uma narrativa clara que alimenta a procura por ativos de proteção como os metais preciosos.
Em uma visão de mais longo prazo, investidores também apostam na prata (e em outros metais preciosos), pautados pela forte expectativa de novos cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, impulsionados pela pressão contínua de Trump.
No momento, o mercado projeta pelo menos dois cortes na taxa básica em 2026, mas os próximos dados de emprego e inflação serão acompanhados de perto.
Um recuo no mercado de trabalho ampliaria a chance de cortes de juros, enquanto aumento da inflação tornaria menos provável a redução das taxas.
Ambientes de juros baixos são favoráveis para ativos que não geram rendimento, como a prata, pois reduzem o custo de oportunidade de mantê-los.
Para que uma previsão otimista de preço da prata — de US$ 100 ou mais por onça — se concretize, seria necessário que diversas forças positivas atuassem simultaneamente.
A demanda industrial precisaria se manter elevada, impulsionada pelo crescimento contínuo nas instalações solares, processos de eletrificação e setor de eletrônicos, enquanto a oferta vinda da mineração permaneceria restrita e sem capacidade de rápida resposta.
Ao mesmo tempo, a prata teria de registrar procura constante por seu papel de porto seguro em contextos de estresse econômico ou financeiro e como proteção contra a inflação.
Em conjunto, a demanda física persistente, a oferta limitada e o aumento do interesse de investidores podem levar a prata à faixa dos US$ 100.
Valores bem acima de US$ 100 provavelmente dependeriam de um gatilho mais intenso, como hiperinflação, crise financeira severa, choque cambial ou uma escassez física real, que revele desequilíbrio entre prata em papel e o metal físico.
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