Órgão conclui que Miguel Gutierrez comandou esquema por uma década sem conhecimento do conselho da empresaÓrgão conclui que Miguel Gutierrez comandou esquema por uma década sem conhecimento do conselho da empresa

CVM aponta ex-CEO da Americanas como líder de fraude bilionária

2026/01/22 03:24

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) concluiu nesta 4ª feira (21.jan.2026) que Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, liderou a fraude contábil bilionária descoberta na companhia em 2023, segundo O Globo. O relatório da Superintendência de Processos Sancionadores foi divulgado em janeiro de 2026, 3 anos depois do caso vir a público.

O esquema operou por ao menos uma década sem conhecimento do Conselho de Administração ou de seus comitês. A apuração identificou 31 pessoas envolvidas nas irregularidades, parte de um grupo de mais de 40 investigados por autoridades administrativas e criminais.

As conclusões reforçam as apurações conduzidas pelo MPF (Ministério Público Federal). Em delação premiada firmada em outubro de 2025, o ex-diretor Márcio Cruz Meirelles afirmou que Gutierrez tinha a “palavra final” sobre as manipulações contábeis. O depoimento integrou a denúncia apresentada pelo MPF em março de 2025, que apontou fraudes de ao menos R$ 22,8 bilhões.

O escândalo foi revelado em 11 de janeiro de 2023, quando a Americanas informou ao mercado a existência de “inconsistências contábeis”. O rombo inicial foi estimado em R$ 20 bilhões. A PF (Polícia Federal) calcula prejuízo total de cerca de R$ 25 bilhões.

A CVM afirma que Gutierrez comandou o esquema por meio de fraudes “incrementais e continuadas”, com emissão e negociação de valores mobiliários com base em informações falsas. O órgão também cita como integrantes do núcleo principal da fraude os ex-executivos Anna Saicali, José Timóteo de Barros, Márcio Cruz Meirelles e Fábio Abrate.

Em abril de 2025, o MPF denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários por associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Nove também respondem por uso de informação privilegiada. Os acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira não foram denunciados.

No relatório, a CVM defende a responsabilização da companhia e de seus administradores estatutários. Segundo o órgão, deixar de punir os envolvidos “ensinaria ao mercado o caminho para nunca mais ser punido”.

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