Tatuagens podem ser um fator de risco para o melanoma, forma grave de câncer de pele frequentemente associada à exposição aos raios ultravioleta (UV). A constatação é de um novo estudo epidemiológico da Universidade de Lund, na Suécia. “Não conhecemos os efeitos a longo prazo das tatuagens na saúde. Portanto, precisamos esclarecer se existe alguma ligação entre a tinta da tatuagem e o câncer de pele”, observou Christel Nielsen, professora associada e pesquisadora em epidemiologia da faculdade, em comunicado. Utilizando o Registro Nacional de Câncer, os pesquisadores identificaram 2.880 indivíduos diagnosticados com melanoma entre 20 e 60 anos de idade. Cada um deles foi pareado com três pessoas do Registro da População Total, do mesmo sexo e idade, mas sem diagnóstico de melanoma. Em uma segunda etapa do trabalho, foram enviados questionários para todos os participantes, com perguntas sobre tatuagens - incluindo decorativas, médicas e maquiagem permanente -, além de tamanho, localização e idade da primeira. "Dos participantes que tiveram melanoma, 22% tinham tatuagens, em comparação com 20% no grupo de controle. Mas quando levamos em consideração fatores de estilo de vida que poderiam distorcer a associação, observamos um aumento de 29% no risco relativo entre os indivíduos tatuados", destacou Emelie Rietz Liljedahl, pesquisadora associada em toxicologia da Universidade de Lund. A questão em relação aos desenhos na pele é que, quando a tinta é injetada, o corpo a percebe como uma substância estranha, o que significa que o sistema imunológico é ativado. Os pigmentos da tinta são encapsulados pelas células imunológicas, que os mantêm no lugar e os transportam através do fluido linfático até os gânglios linfáticos. “Os pigmentos azoicos são os corantes orgânicos mais comuns na tinta de tatuagem. Isso pode representar um risco potencial, pois já sabemos que eles podem se decompor em substâncias químicas nocivas que podem causar câncer. Isso se aplica particularmente à exposição à radiação UV do sol, camas de bronzeamento artificial ou tratamentos a laser”, explicou Liljedahl. Sem motivo para pânico Em artigo publicado no The Conversation, Nielsen apontou que o estudo é único por conta da variedade de fatores de estilo de vida que foram considerados. “Incluímos dados sobre exposição ao sol (ocupacional e recreativa), uso de camas de bronzeamento, tabagismo, escolaridade, estado civil e renda familiar. Também levamos em conta tipo de pele, pigmentação, idade e sexo”, listou ela. A professora indicou que esses detalhes são importantes porque podem influenciar tanto quem faz tatuagens quanto quem desenvolve câncer. Ela ainda salientou que não é possível cravar que tatuagem causa câncer de pele. “A resposta simples é: ainda não sabemos. Nossos resultados sugerem uma possível ligação entre tatuagens e melanoma, mas um único estudo nunca é suficiente para provar causalidade”, complementou. Segundo ela, mais pesquisas são necessárias para explorar possíveis mecanismos biológicos, como inflamação crônica, e para examinar como diferentes tipos de tinta ou cores podem interagir com a exposição aos raios UV. “A composição dos pigmentos de tatuagem varia amplamente, e muitos contêm compostos que podem se decompor em subprodutos prejudiciais quando expostos à luz solar ou a tratamentos de remoção a laser”, indicou Nielsen. E, para quem tem tatuagens, ela garantiu que não há razão para pânico, mas que a conscientização é importante. “Continue protegendo sua pele da radiação UV como faria de qualquer maneira: use protetor solar, evite bronzeamento excessivo e verifique sua pele regularmente em busca de pintas novas ou que mudaram de aparência”, recomendou. E finalizou: “Nossas descobertas destacam a necessidade de monitoramento de longo prazo e de uma coleta de dados mais completa sobre tatuagens nos registros de saúde. Com tatuagens agora comuns em todo o mundo, este é um importante tema de saúde pública. Pesquisas contínuas sobre a biologia das tatuagens e seus efeitos de longo prazo ajudarão as pessoas a fazer escolhas informadas sobre seus corpos, sua arte e sua saúde”. Mais Lidas Tatuagens podem ser um fator de risco para o melanoma, forma grave de câncer de pele frequentemente associada à exposição aos raios ultravioleta (UV). A constatação é de um novo estudo epidemiológico da Universidade de Lund, na Suécia. “Não conhecemos os efeitos a longo prazo das tatuagens na saúde. Portanto, precisamos esclarecer se existe alguma ligação entre a tinta da tatuagem e o câncer de pele”, observou Christel Nielsen, professora associada e pesquisadora em epidemiologia da faculdade, em comunicado. Utilizando o Registro Nacional de Câncer, os pesquisadores identificaram 2.880 indivíduos diagnosticados com melanoma entre 20 e 60 anos de idade. Cada um deles foi pareado com três pessoas do Registro da População Total, do mesmo sexo e idade, mas sem diagnóstico de melanoma. Em uma segunda etapa do trabalho, foram enviados questionários para todos os participantes, com perguntas sobre tatuagens - incluindo decorativas, médicas e maquiagem permanente -, além de tamanho, localização e idade da primeira. "Dos participantes que tiveram melanoma, 22% tinham tatuagens, em comparação com 20% no grupo de controle. Mas quando levamos em consideração fatores de estilo de vida que poderiam distorcer a associação, observamos um aumento de 29% no risco relativo entre os indivíduos tatuados", destacou Emelie Rietz Liljedahl, pesquisadora associada em toxicologia da Universidade de Lund. A questão em relação aos desenhos na pele é que, quando a tinta é injetada, o corpo a percebe como uma substância estranha, o que significa que o sistema imunológico é ativado. Os pigmentos da tinta são encapsulados pelas células imunológicas, que os mantêm no lugar e os transportam através do fluido linfático até os gânglios linfáticos. “Os pigmentos azoicos são os corantes orgânicos mais comuns na tinta de tatuagem. Isso pode representar um risco potencial, pois já sabemos que eles podem se decompor em substâncias químicas nocivas que podem causar câncer. Isso se aplica particularmente à exposição à radiação UV do sol, camas de bronzeamento artificial ou tratamentos a laser”, explicou Liljedahl. Sem motivo para pânico Em artigo publicado no The Conversation, Nielsen apontou que o estudo é único por conta da variedade de fatores de estilo de vida que foram considerados. “Incluímos dados sobre exposição ao sol (ocupacional e recreativa), uso de camas de bronzeamento, tabagismo, escolaridade, estado civil e renda familiar. Também levamos em conta tipo de pele, pigmentação, idade e sexo”, listou ela. A professora indicou que esses detalhes são importantes porque podem influenciar tanto quem faz tatuagens quanto quem desenvolve câncer. Ela ainda salientou que não é possível cravar que tatuagem causa câncer de pele. “A resposta simples é: ainda não sabemos. Nossos resultados sugerem uma possível ligação entre tatuagens e melanoma, mas um único estudo nunca é suficiente para provar causalidade”, complementou. Segundo ela, mais pesquisas são necessárias para explorar possíveis mecanismos biológicos, como inflamação crônica, e para examinar como diferentes tipos de tinta ou cores podem interagir com a exposição aos raios UV. “A composição dos pigmentos de tatuagem varia amplamente, e muitos contêm compostos que podem se decompor em subprodutos prejudiciais quando expostos à luz solar ou a tratamentos de remoção a laser”, indicou Nielsen. E, para quem tem tatuagens, ela garantiu que não há razão para pânico, mas que a conscientização é importante. “Continue protegendo sua pele da radiação UV como faria de qualquer maneira: use protetor solar, evite bronzeamento excessivo e verifique sua pele regularmente em busca de pintas novas ou que mudaram de aparência”, recomendou. E finalizou: “Nossas descobertas destacam a necessidade de monitoramento de longo prazo e de uma coleta de dados mais completa sobre tatuagens nos registros de saúde. Com tatuagens agora comuns em todo o mundo, este é um importante tema de saúde pública. Pesquisas contínuas sobre a biologia das tatuagens e seus efeitos de longo prazo ajudarão as pessoas a fazer escolhas informadas sobre seus corpos, sua arte e sua saúde”. Mais Lidas
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A questão em relação aos desenhos na pele é que, quando a tinta é injetada, o corpo a percebe como uma substância estranha, o que significa que o sistema imunológico é ativado
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