Presidente do STF diz que punição aos envolvidos assegura que todos estão submetidos "às regras do jogo democrático"Presidente do STF diz que punição aos envolvidos assegura que todos estão submetidos "às regras do jogo democrático"

8 de Janeiro foi uma “advertência histórica”, diz Fachin

2026/01/07 19:53
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin, afirmou que as invasões e ataques às sedes dos Três Poderes do 8 de Janeiro representaram “uma das mais graves afrontas ao Estado Democrático de Direito desde a redemocratização” e devem permanecer como “advertência histórica”.

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta 4ª feira (7.jan.2026), véspera do dia em que o 8 de Janeiro completa 3 anos. “Não se tratou de manifestação política, mas de uma tentativa organizada de ruptura, que visava desacreditar o resultado legítimo das eleições e intimidar os Poderes da República”, afirmou Fachin.

O ministro elogiou o papel do STF e afirmou que a Corte “cumpriu seu papel de guardião da Constituição”. Também saudou os comandantes militares que “se mantiveram fiéis à Constituição” e não aderiram à tentativa de golpe de Estado.

Para o ministro, a punição dos envolvidos nos ataques pelo Supremo “reafirmou que a democracia brasileira se sustenta pelo vigor das instituições e pela submissão de todos –governantes e governados– às regras do jogo democrático”.

Fachin também disse que os responsáveis pelo 8 de Janeiro “foram identificados e responsabilizados dentro do devido processo legal”. De acordo com o presidente da Corte, “a democracia não é frágil quando suas instituições são fortes. E o 8 de Janeiro demonstrou, de forma inequívoca, que o Brasil possui instituições capazes de resistir, reagir e se recompor diante de ameaças autoritárias”.

O STF organizará uma programação especial na 5ª feira (8.jan) para marcar os 3 anos dos atos de 8 de janeiro de 2023. A iniciativa, chamada “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, inclui exposição, documentário e debate com jornalistas.

Na entrevista, o ministro falou do evento e da importância da construção de uma memória política coletiva capaz de transcender o tempo.

“O 8 de Janeiro é mais que recordar um episódio da nossa história recente. É, a rigor, reafirmar um compromisso que transcende gerações: o compromisso com a democracia, com as instituições da República e com a civilidade política”, afirmou, acrescentando que “defender as instituições não é um ato ideológico”, mas um dever cívico.

Feridas históricas deixam marcas duradouras e continuam moldando a sociedade, o que nos lembra que reconhecer e respeitar a história e as instituições é essencial para preservar a democracia”, declarou.

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