O professor adjunto da Columbia Business School, Omid Malekan, contestou aquilo a que chamou cinco mal-entendidos comuns da indústria bancária sobre os rendimentos de stablecoins, enquanto o Congresso avança este mês com um projeto de lei sobre estrutura de mercado.
Ele refutou as alegações de que as stablecoins irão automaticamente drenar os depósitos bancários ou colapsar os empréstimos, e argumentou que a verdadeira luta é sobre quem recebe os juros sobre as reservas que suportam esses tokens.
"Estou desiludido com o facto de a legislação sobre estrutura de mercado parecer estar retida pela questão do rendimento de stablecoins", disse ele. "A maioria das preocupações que circulam em Washington baseiam-se em mitos não comprovados", acrescentou Malekan.
Com base em relatórios, Malekan listou cinco pontos específicos onde os argumentos da indústria se afastaram dos factos. Ele afirmou que as stablecoins têm reservas totais em muitos casos, e que os emissores frequentemente colocam as reservas em títulos do Tesouro e contas bancárias — atividade que pode alimentar, e não esgotar, o negócio bancário.
Ele também observou que grande parte do crédito dos EUA é entregue fora dos bancos comunitários, através de fundos do mercado monetário e credores privados, pelo que a ligação entre stablecoins e empréstimos bancários não é tão direta como algumas declarações da indústria sugerem.
Os legisladores estão a correr para resolver essas questões antes da marcação de comissão. A Comissão Bancária do Senado está agendada para marcar o texto sobre estrutura de mercado a 15 de janeiro de 2026, e fontes dizem que os negociadores permanecem divididos sobre se devem restringir acordos de rendimento de terceiros ligados a stablecoins.
Os bancos comunitários e grupos comerciais têm instado os senadores a fechar aquilo a que chamam "brechas de rendimento", dizendo que recompensas não regulamentadas poderiam atrair depósitos e aumentar os riscos de liquidez.
Quem Captura os Juros é ImportanteMalekan focou a atenção na distribuição de juros dos ativos de reserva. De acordo com os seus comentários, a escolha política não é sobre proibir stablecoins, mas sobre decidir se os bancos ou os emissores de cripto capturam os retornos sobre as reservas.
Se os emissores forem autorizados a partilhar juros ou recompensas com os clientes, isso poderá pressionar os lucros bancários — um ponto que os bancos estão a destacar fortemente em audiências e cartas aos legisladores.
Redação de Ficheiro e Negociações de Última HoraRelatórios revelaram que o pessoal da comissão estava a correr para apresentar um texto bipartidário sobre estrutura de mercado e conciliar a linguagem de rendimento antes de um prazo esta semana. As negociações continuaram em sessões tardias enquanto os senadores ponderavam compromissos que poderiam permitir algumas formas de recompensas ao mesmo tempo que protegem contra riscos de corrida e desintermediação bancária.
Imagem em destaque da Global Finance Magazine, gráfico da TradingView


