Conduzido pela Abrig, levantamento indica que houve grande expansão de empresas do setor na década passadaConduzido pela Abrig, levantamento indica que houve grande expansão de empresas do setor na década passada

Lobistas se dividem sobre regulamentar a profissão, mostra estudo

2026/02/01 18:00
Leu 4 min
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A regulamentação do lobby como profissão, com atribuição de direitos e deveres, divide os profissionais que atuam no setor. 

Segundo estudo conduzido pela Abrig (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais), 40% dos profissionais do lobby defendem o Projeto de Lei 1.202 de 2007, que estabelece a regulamentação da profissão, ainda que com algumas ressalvas. 

Por outro lado, outros 40% não apoiam o texto ou demonstram cautela com o seu conteúdo. No total, 20% disseram que não têm a opinião formada sobre o assunto. 

O debate ganhou corpo nos últimos meses. O projeto foi aprovado em novembro de 2022 na Câmara dos Deputados. O relator foi Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). Agora, no Senado, o relator é Efraim Filho (União Brasil-PB). A expectativa é que o texto seja votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em março. 

“É fundamental que o Brasil avance na regulamentação da atividade de relações institucionais, especialmente neste momento em que o país passa a ter um relacionamento comercial mais estruturado e de grande volume com a União Europeia, por meio do acordo com o Mercosul“, disse o presidente da Abrig, Jean Carlo Castro.

O estudo com a opinião dos lobistas foi intitulado “Panorama do Setor de Relações Institucionais e Governamentais – RIG no Brasil” e coordenado por Eduardo Fayet, vice-presidente da Abrig. Foram entrevistados 216 lobistas. Leia a íntegra (PDF – 47,2 MB). 

“A ideia do estudo foi entender quem são, de fato, as empresas que atuam em relações institucionais e governamentais no Brasil. A gente quis olhar para as pessoas jurídicas, para a estrutura dessas organizações”, disse Fayet.

Maior volume de empresas 

O período de 2010 a 2019 foi o que registrou o maior volume de abertura de empresas de lobby dos últimos 50 anos, mostra o estudo. 

Segundo Fayet, 2 componentes explicam esse movimento: 

  1. arcabouço – a aprovação da lei anticorrupção e outras na 1ª década dos anos 2000 que diferenciaram o trabalho de representação de interesses da corrupção;
  2. crises – as sucessivas crises políticas no período, como o impeachment e a pandemia, e mudanças de governos ampliaram a demanda por canais de comunicação com o mundo político. 

A expectativa é que esse movimento continue e seja ampliado na década atual. O principal motivo é o acordo da União Europeia com o Mercosul. 

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul tende a gerar um aumento expressivo na procura por profissionais de relações institucionais e governamentais (RIG), já que esse novo ambiente comercial exige profundo conhecimento das normas, procedimentos, regimentos, estatutos e códigos de conduta dos dois blocos. Esse movimento favorece tanto os profissionais brasileiros quanto as empresas, que precisarão estar preparadas para atuar nesse novo contexto“, disse Jean Castro.

No entanto, o Parlamento Europeu aprovou em 21 de janeiro uma resolução que deve atrasar em até 2 anos a implementação do acordo comercial entre os 2 blocos. Os parlamentares decidiram enviar o tratado para o Tribunal de Justiça do bloco. O processo de revisão jurídica é longo e impedirá a vigência imediata da redução de tarifas entre os países europeus e sul-americanos. Esse tipo de avaliação na Corte pode durar de 18 a 24 meses.

Mão de obra

Essa ampliação na busca por profissionais do setor deve levar à piora da principal reclamação das empresas, que identificam na falta de mão de obra qualificada o principal problema do setor. 

Hoje, 80% das empresas dizem que têm dificuldade para encontrar profissionais. Também 40% disseram que mudanças constantes na regulamentação estão entre os principais desafios, seguido por insegurança jurídica (20%) e alinhamento do público com o privado (20%). 

Para que esse crescimento ocorra de forma sustentável, é essencial que haja uma legislação clara, moderna e que ofereça segurança jurídica, permitindo que os profissionais atuem com responsabilidade e transparência nas negociações e interações com o poder público”, disse Jean Castro.

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