O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou na 3ª feira (3.fev.2026) que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizará as quebras de sigilos de Daniel Vorcaro.
Viana se reuniu com Toffoli (3.fev) na 3ª feira para discutir a convocação do dono do Banco Master e solicitar a liberação dos documentos referentes à quebra de sigilo do banqueiro. O ministro do Supremo havia transferido as informações para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Após a reunião, o senador disse que Toffoli concordou em liberar os documentos depois que a PF (Polícia Federal) tiver analisado os dados.
“Com relação à quebra de sigilo do senhor Daniel Vorcaro, o ministro se comprometeu a fazer a liberação dos documentos assim que a Polícia Federal fizer toda a compilação, tiver tomado como depoimento, em parte do depoimento, tudo que está ali já de conhecimento na quebra de sigilo, que passou pela CPMI”, declarou Viana a jornalistas.
O senador afirmou que os dados devem ser liberados para o colegiado em até 3 semanas.
A CPMI havia aprovado, em dezembro de 2025, a quebra dos sigilos de Vorcaro e a solicitação de relatórios de inteligência financeira ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O material chegou a ser encaminhado à comissão, mas foi retirado de sua esfera de atuação depois de decisão liminar de Toffoli, que determinou a retenção dos documentos na Presidência do Senado, sem anular formalmente as quebras de sigilo.
O senador disse que Toffoli assegurou que o STF autorizará Vorcaro a depor no colegiado, mas só depois do Carnaval. O depoimento deve ser realizado em 19 de fevereiro.
A participação do banqueiro na CPMI estava marcada para 5ª feira (5.fev), mas havia a possibilidade de o Supremo conceder um habeas corpus que permitiria o silêncio ou a ausência na convocação.
Segundo o senador, foi feito um acordo para que o depoimento seja adiado para depois do Carnaval, desde que os advogados não interfiram na convocação do empresário.
“A defesa entrou em contato pedindo um adiamento da vinda dele com o seguinte compromisso que foi colocado da minha parte: eu concordo com o adiamento de 5ª feira [5.fev], desde que a defesa não impetre um habeas corpus para evitar futuramente que ele venha. Foi feito um acordo com os advogados, eles não vão buscar habeas corpus no Supremo”, disse Viana.


