A Ambev (ABEV3) está redesenhando sua forma de atuar no mercado para acompanhar as novas tendências de comportamento de quem consome suas bebidas, conforme informou nesta quinta-feira (12) em seu balanço trimestral.
A empresa identificou que o público está buscando mais do que a cerveja tradicional, migrando para produtos de maior valor e opções voltadas ao bem-estar.
A companhia chama esse movimento de “premiumização”, que ocorre quando o consumidor prefere gastar mais em marcas de alta qualidade, mesmo que o volume total de vendas sofra oscilações. Em 2025, enquanto o volume total de vendas da Ambev caiu 3,3%, as marcas premium e super premium cresceram 17%.
Após os resultados, os papéis da Ambev operam em alta na B3 nesta quinta, figurando como a segunda maior alta da Bolsa às 12h, avançando 3,74% (R$ 16,36).
Outro destaque revelado pela companhia foi o avanço das cervejas sem álcool. Esse segmento teve um aumento de aproximadamente 30% em volume durante o ano de 2025.
O crescimento mostra que as pessoas estão criando novas ocasiões de consumo, buscando bebidas mais leves e equilibradas para diferentes momentos do dia.
A Ambev também revelou que, as bebidas sem açúcar mantiveram uma trajetória robusta, com Guaraná Antarctica Zero e Pepsi Black crescendo volumes na casa dos 30%, reforçando a força do portfólio da companhia no segmento.
A Ambev já iniciou os preparativos para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Em comentário no balanço do quarto trimestre, a administração da empresa afirmou estar entusiasmada com a oportunidade de ampliar a base de consumidores e aumentar o número de momentos em que a cerveja está presente durante o ano do torneio.
A expectativa é que a força das marcas e as inovações tecnológicas ajudem a capturar as oportunidades de crescimento que surgirão com o evento. O uso de plataformas digitais, como o Zé Delivery, será central para manter a proximidade com os usuários mais jovens.
No quarto trimestre, o Zé Delivery alcançou 27 milhões de pessoas no Brasil, com as vendas crescendo 13% na comparação anual, alcançando R$ 4,7 bilhões. O número de pedidos atingiu aproximadamente 67 milhões, segundo a Ambev.
Mesmo com a queda no consumo, a Ambev registrou uma receita líquida de R$ 88,2 bilhões em 2025. Esse valor representa um crescimento orgânico de 4% em relação ao ano anterior.
O lucro líquido ajustado da companhia somou R$ 15,1 bilhões em 2025, uma alta de 1,6% na comparação com 2024. Esse resultado foi impulsionado pela eficiência na gestão de custos e pela estratégia de vender produtos com maior margem de ganho.
O EBITDA Ajustado — indicador que mostra o lucro antes de considerar juros, impostos, depreciação e amortização — da Ambev cresceu 5,6%, totalizando R$ 29,5 bilhões. No mercado financeiro, esse dado é essencial para entender a capacidade de uma empresa de gerar dinheiro apenas com sua operação principal.
A empresa também destacou o crescimento orgânico, termo usado para medir o desempenho real do negócio excluindo os efeitos das variações do dólar e a compra ou venda de outras empresas. Em 2025, esse crescimento foi sustentado pelo controle rigoroso de despesas administrativas e logísticas.
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