O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta 3ª feira (10.mar.2026) na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) que a economia brasileira suporta 40 horas semanais e não 36 horas semanais, como estabelece a PEC do fim da escala 6 X 1.
Marinho afirmou que a redução de jornada é “plenamente factível e sustentável” e que “esse papo de estrangulamento ou dificuldade para economia brasileira” que o fim da escala poderia resultar “tinha desde a escravidão”. O ministro disse que o governo federal defende a redução para 40 horas semanais e que “não caberia implementar 36 horas imediatamente”, como estabelece a PEC. Para o ministro, o custo de menos horas trabalhadas será absorvido por mais produtividade.
Na avaliação do ministro, a redução de jornada evita doenças psíquicas mentais e melhora o ambiente de trabalho e, logo, aumenta a produtividade. Ele defende encontrar um ponto de equilíbrio. “O Governo deseja tranquilidade no debate e pé no chão, mas que seja coerente com a velocidade que a população pede pela redução”.
O governo não vai falar em compensação nesse momento, segundo Marinho. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve falar em audiência na comissão e comentar sobre o assunto.
A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, apresentou dados do impacto na folha de pagamento. Ela disse que o impacto médio será de 4,7%, o que é “factível”.
Montagner também afirmou que escala 5 X 2 “já é regra”, dos 53,3 milhões dos trabalhadores CLT ⅔ trabalham nesse modelo. Já em relação aos trabalhadores que trabalham na escala 6 X 1 35% trabalham em micro e pequenas empresas; 33,7% nas grandes empresas; no emprego doméstico são 3%; e 35,4% na agropecuária.
Segundo o ministério, o impacto da folha de pagamento para cada setor será:


