O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mercado, está passando por uma das mudanças de narrativa mais significativas de sua história recente. Vitalik Buterin, cofundador da rede, sinalizou em uma publicação recente que a visão original das soluções de “Layer 2” (segunda camada) como meras extensões do Ethereum “não faz mais sentido”. A mudança ocorre em um momento de alta volatilidade, onde o Bitcoin (BTC) oscilou drasticamente entre US$ 60.000 e US$ 84.000 (aproximadamente R$ 360.000 e R$ 504.000), forçando investidores a reavaliarem suas teses.
Para o investidor brasileiro, que muitas vezes utiliza redes de segunda camada como Arbitrum e Optimism para fugir das altas taxas de gás, essa admissão técnica tem implicações financeiras diretas. O reconhecimento de que as L2s evoluíram para sistemas economicamente soberanos pode alterar a dinâmica de valorização entre o Ethereum e os tokens dessas redes auxiliares, exigindo uma nova postura na montagem de portfólio.
Durante anos, o roteiro do Ethereum tratou os rollups (tecnologia que processa transações fora da rede principal para reduzir custos) como “shards de marca” — ou seja, pedaços integrados da própria rede principal. No entanto, Vitalik Buterin admitiu recentemente que este modelo falhou em se concretizar. As Layer 2 tornaram-se ecossistemas próprios, com incentivos econômicos que nem sempre retornam valor para o ETH.
A atualização Dencun, implementada no início de 2024, reduziu drasticamente os custos para as L2s, mas criou um efeito colateral inesperado: a redução na queima de ETH e na receita da camada base, enfraquecendo a narrativa de “dinheiro ultrassom”. Isso gerou críticas de que as L2s estariam atuando de forma “parasitária”. Vitalik ao rever a estratégia de Layer 2, indica que o Ethereum precisa se adaptar a um mundo onde essas redes são parceiras independentes, e não subordinadas.
Analistas apontam que essa “concessão” é uma resposta direta à mudança estrutural pós-Dencun, onde a atividade migrou massivamente para fora da Layer 1, desafiando a sustentabilidade econômica da rede principal a longo prazo.
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Com o fim da ilusão de controle total sobre as L2s, o mercado começa a precificar quais ativos ganham com essa nova realidade de “soberania”. Seis tokens e categorias se destacam potencial de capture de valor neste cenário:
Dados on-chain sugerem que o capital pode rotacionar de projetos estagnados para essas novas narrativas. Uma análise da Glassnode sobre rotação de altcoins reforça que períodos de redefinição técnica costumam preceder movimentos de redistribuição de valor no mercado.
Para o brasileiro, a mudança reforça a necessidade de diversificação. Manter apenas ETH na carteira achando que ele capturará todo o crescimento do ecossistema tornou-se uma tese arriscada. A “canibalização” das receitas da rede principal pelas L2s significa que parte do lucro que antes ia para o ETH agora fica retido nos tokens de governança como OP ou ARB.
Além disso, a competição por desenvolvedores se intensifica. O Ethereum não luta mais apenas contra “Ethereum Killers”, mas tenta manter relevância contra seus próprios filhos (L2s) e rivais externos. O cenário lembra a disputa citada em análises sobre Polkadot e concorrentes disputando devs, onde a facilidade de uso e custo definem o vencedor.
A transição não é isenta de riscos. A fragmentação da liquidez continua sendo o maior calcanhar de Aquiles do roteiro modular. Investidores devem monitorar a atualização Pectra, prevista para 2025, que tentará reequilibrar a economia entre L1 e L2.
Como destacado por análises de mercado, o sucesso das L2s pode ter impactado negativamente a coleta de taxas no curto prazo, mas a aposta é na viabilidade de longo prazo. Recomenda-se cautela e atenção aos níveis de suporte do ETH em reais, evitando alavancagem excessiva durante este período de reajuste de expectativas.
O post Ethereum abandona narrativa de rollups e muda foco estratégico — 6 tokens podem se beneficiar apareceu primeiro em CriptoFacil.


