Mesmo com a taxa de desocupação na mínima histórica, escassez de qualificação é o 4º maior entrave do setor e pressiona produtividadeMesmo com a taxa de desocupação na mínima histórica, escassez de qualificação é o 4º maior entrave do setor e pressiona produtividade

Indústria sofre com falta de mão de obra qualificada, diz CNI

2026/02/10 02:36
Leu 2 min

A indústria brasileira enfrenta falta de trabalhadores qualificados mesmo em um cenário de emprego recorde no país, segundo nota técnica divulgada nesta 2ª feira (9.fev.2026) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

O problema se intensificou depois da pandemia de covid e hoje figura como o 4º maior entrave ao setor, atrás da carga tributária elevada, dos juros altos e da demanda interna insuficiente.

O diagnóstico indica que a escassez de profissionais capacitados limita ganhos de produtividade, reduz a competitividade das empresas e impõe custos adicionais com treinamento em um momento de transformação tecnológica acelerada.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro de 2024 foi de 5,1%, a menor desde o início da série histórica, em 2012. 

Apesar disso, o mercado de trabalho segue marcado por elevada informalidade: 38% das pessoas ocupadas não têm registro ou proteção social.

Levantamento da Sondagem Industrial da CNI mostra que a falta de trabalhadores qualificados ocupava a última posição entre 17 problemas monitorados pelo setor de 2015 a 2020, com cerca de 5% das menções. Após a pandemia, a preocupação cresceu de forma contínua e alcançou 23% em 2024.

O maior patamar foi registrado no 2º trimestre de 2025, quando 23,3% das empresas apontaram a escassez de mão de obra como entrave relevante. No levantamento mais recente, o item aparece em 4º lugar no ranking geral.

Impacto nas pequenas empresas

Entre pequenas empresas, o impacto é mais intenso. A falta de profissionais qualificados atinge 28,4% dos estabelecimentos desse porte e ocupa a 2ª posição no ranking, atrás da elevada carga tributária.

“Sem trabalhador qualificado, as empresas têm dificuldade para elevar a produtividade, o que afeta a eficiência e a redução de desperdícios. Quando tentam capacitar, enfrentam lacunas na formação educacional, que dificultam o aprendizado e desestimulam o trabalhador”, afirma o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles.

Segundo a entidade, a indústria tem ampliado investimentos em capacitação, mas esbarra na baixa qualidade da educação básica e na necessidade de requalificação constante. 

O Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pela CNI, estima que 3 em cada 5 trabalhadores do setor precisarão passar por treinamento até 2027 para atender às novas demandas produtivas.

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