A Aave Labs apresentou nesta semana uma proposta abrangente para transferir 100% da receita de seus produtos diretamente para a Aave DAO, em um movimento que busca redefinir a governança do protocolo. O plano envolve um pedido de financiamento robusto de cerca de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 285 milhões na cotação atual) em troca da cessão de direitos e propriedade intelectual. O anúncio movimentou o mercado e reacendeu debates sobre a tokenomics do ativo AAVE.
Essa iniciativa surge após meses de tensão interna entre a empresa desenvolvedora (Labs) e a organização autônoma descentralizada (DAO) composta pelos detentores do token. Recentemente, a Aave Labs encerrou a marca Avara para focar no DeFi, sinalizando um retorno às raízes do protocolo. A disputa central girava em torno do controle das taxas geradas pelo site oficial (frontend) e dos direitos sobre a marca.
Com o plano batizado de “Aave Will Win Framework”, a empresa tenta encerrar conflitos passados — incluindo uma tentativa falha de governança no início de 2025 — e alinhar incentivos para o lançamento da aguardada versão 4 (V4) do protocolo. A ideia é transformar os detentores de tokens nos principais beneficiários financeiros de um ecossistema que movimenta bilhões de dólares.
A proposta estabelece uma troca comercial direta entre a empresa e a comunidade. A Labs se compromete a transferir fluxos de receita futuros e propriedade intelectual para uma nova fundação controlada pela DAO. Os principais pontos do acordo incluem:
Essa estratégia de consolidar liquidez e modernizar o protocolo lembra movimentos institucionais recentes, como quando a Uniswap integrou fundos tokenizados da BlackRock, buscando capturar o mercado trilionário de finanças tradicionais on-chain.
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Para o investidor brasileiro exposto ao token AAVE, a proposta tem implicações diretas na valorização do ativo. Se aprovada, a DAO passará a capturar todo o valor gerado pelos produtos da marca, o que teoricamente fortalece os fundamentos do token a longo prazo. O Brasil, sendo um mercado relevante para estratégias de rendimento em dólar, pode ver novos produtos chegarem mais rápido com o financiamento da V4.
Além disso, a integração com ativos do mundo real (RWA) prometida na V4 segue uma tendência que já impacta o mercado local, similar ao que ocorre com a Ondo e Chainlink usando ações tokenizadas como colateral. Isso pode abrir portas para que investidores brasileiros usem novos tipos de garantias em seus empréstimos DeFi no futuro próximo.
Apesar do otimismo da equipe fundadora, a proposta enfrenta críticas severas. Marc Zeller, da Aave Chan Initiative, argumentou que o pedido de US$ 50 milhões pode ser visto como uma “extração de valor” disfarçada de descentralização, questionando se a DAO deveria pagar tão caro por receitas futuras incertas, como as de um potencial ETF de AAVE.
Investidores devem ficar atentos à volatilidade de curto prazo. Mudanças bruscas na governança ou rejeição da proposta podem gerar instabilidade no preço, aumentando o risco de liquidação de empréstimos no Aave para quem utiliza o token como colateral. A votação na governança, atualmente em fase de “termômetro” (Temperature Check), definirá os próximos passos do maior protocolo de empréstimos do setor.
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